quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Zamigos

 
 
Hoje não é dia do amigo nem nada, mas...esse novo curso da vida me amplia a visão sobre um ser, uns seres, que geralmente não são um mooooonte, e sim uns bons. Os amigos e, ou, como diz uma delas, "azamigas".
 
Como é bom ter esse apoio, esse colo pronto, talvez não tão pronto, afinal é ao longo do tempo que vai se formando, como um ninho.
 
Eles me lembram às vezes uma figura materna... dizendo Que bonito isso que tu fizeste!, Que legal! Vai em frente!, ou mesmo, Ô, Doris! Que é isso?!, enfim "ozamigo" estimulam, dão bronca, mas tem sempre aquele carinho transbordando... Tenho saudades demais de uns e queria ficar mais tempo com outros, pendurar no telefone até doer a orelha...
 
 Do lado de cá, talvez não tenha dito ainda: Valeu! Obrigada!, mas fui lembrando, pensando que não se diz isso assim... tão diretamente... mas esse carinho está no Oi!, nas perguntas sobre a vida, os filhos, os parentes, as costuras, ou mesmo perguntas sobre bobagens...
 
Acho ainda que ser bom amigo é ser par de zorelha, para que o outro fale e possa ser quem é, a gente aceite e encontre em cada um o que existe de melhor.
 
Conheço uma história sobre uma árvore, cheia de folhas, umas verdinhas outras feinhas. E alguém resolveu podar. Podou tanto, tirou tanto tudo que era defeito daquela árvore, que na hora em que o sol bateu forte, não conseguiu uma sombrazinha...a árvore mirrou, pois foram tiradas partes que não eram ruins. Na amizade também é asssim, eu acho... se a gente quiser tirar todos os defeitos do amigo, pode tirar demais, por outro lado, as estações do ano, da vida, garantem que as folhas envelheçam e caiam, para renascerem outras.
 
Estou falando disso, porque tenho sentido de verdade esse impulso dos amigos me estimulando com minha Day Doll... e fico muito feliz... no fundo, não pela Day Doll só, mas principalmente por ver como as pessoas são queridas.
Zamigas e zamigos, obrigada!
 

 
E para os que curtem, Vinícius de Moraes fez até um soneto...
 
Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
 


2 comentários:

  1. ♡♡♡Esse blog ta cada dia mais legal♡♡♡
    Adoro tua sinceridade, que vem bem de lá...do íntimo, me identifico com isso demais. bjkas

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  2. É, as vezes um puxãozinho de orelha é necessário mas sempre de leve. Devemos cativar as amizades quando são verdadeiras pra mantê-las sempre vivas!! beijos

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